Escrever prompts é design de interface
Pare de pensar no prompt como um encantamento mágico. Ele é uma interface entre a sua intenção e o comportamento do modelo — e merece o mesmo rigor.
A expressão "engenharia de prompts" causou um estrago real. Ela faz uma disciplina cuidadosa de design soar como uma caça a palavras secretas — como se a frase certa destravasse um modelo melhor.
Não destrava. Um prompt é uma interface: a superfície onde a sua intenção encontra o comportamento do modelo. E, como toda interface, ele é bom quando é claro, delimitado e honesto sobre o que espera.
Trate como UI
Quando você projeta um formulário, não confia que o usuário vai adivinhar o formato — você rotula os campos, mostra um exemplo e valida a entrada. Um prompt não é diferente. Mostre ao modelo o formato que você quer. Dê um exemplo. Restrinja a saída para que o próximo sistema lá na frente possa confiar nela.
O sinal de um bom prompt
Você consegue entregá-lo a um colega e ele entende o que o sistema deveria fazer — sem você na sala explicando. Se o prompt só faz sentido com uma nota de rodapé verbal, ele não está pronto.
Palavras mágicas não escalam. Interfaces claras, sim.